terça-feira, 14 de abril de 2009

Trágico

Meus olhos não enxergam
Sou um cego
O cheiro das folhas, não sinto
O som das vozes tristes, não escuto
A pele da morena morta, não toco
O gosto da saliva, eu não sei...
Sou um vegetal
A cor que eu conheço é o vazio
Sou um deus dos que não existem
O contraponto da realidade é meu nome
O que sinto é o coração dela

Sou um poeta trágico
Do imundo e do mundo
Os que os outros esquecem eu traduzo
Vento que é vento sopra o ser da tragédia
Da barcaça que afundou no mar
Da origem apoio a morte
do facismo do homem com o ser menor

2 comentários:

Aghosto disse...

es
t
u
por

Sidney Azevedo disse...

Saudações, Jacson!

Ser vegetariano é seguir certos princípios franciscanos...
Porra!, já imaginava disso...

Mas a habilidade da renúncia é coisa fantástica. Agora, poesia de tese o senhor Suassuna condena...

Inda inté!

PS: A veerificação de palavras me deu isto: "diallog". Diálogo, dial log?, ou imperativo: dialogai!, conectar-se em diálogo..., é muita tecnologia...